Redação ENEM: Preservação Ambiental: como fazer a “moda pegar”?

Proposta

Preservação do meio ambiente tem sido o foco de diversos programas, tanto da iniciativa privada quanto pública. Muitas são as formas sustentáveis de se promover o desenvolvimento econômico e social. No entanto, pouco é feito, ora por comodismo, ora por falta de recursos. Com base em seus conhecimentos sobre o assunto e tendo os textos abaixo como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo, em conformidade com a norma padrão do português brasileiro, sobre o tema: preservação ambiental: como fazer essa “moda pegar”? Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

Texto 1 

Um dos principais motivos para se fomentar a adoção de ciclovias são os seus benefícios para o meio-ambiente. E isto vai além da questão da redução das emissões dos veículos automotores. Tem também a questão do menor uso do solo, tanto para a circulação na via pública, quanto também para os estacionamentos públicos, privados e residenciais, com os respectivos espaços para manobra, que também são menores. Imagine o contrário: um carro a mais na família implica em aumentar a garagem e aumentar o espaço no pátio para manobra. Para este aumento, são sacrificadas aquelas árvores que estorvam e o gramado é substituído por algum revestimento para não dar barro em dias de chuva. Outro benefício está relacionado com peso: 50 a 100 vezes inferior ao dum automóvel, portanto consumiu menos metais, borracha e outros materiais. A vida útil duma bicicleta é maior (a maioria usa ela até não dar mais e são poucos os que se rendem ao apelo de modelos novos), produzindo menos lixo. 

Fonte: http://www.abciclovias.com.br/content/view/36/54

Texto II 

Nos últimos dez anos, o consumidor brasileiro desembolsou quase R$ 5 bilhões na conta de luz para bancar projetos de eficiência energética e de soluções para melhorar a operação do sistema elétrico nacional. Até agora, no entanto, os resultados são questionáveis. O País continua desperdiçando cerca de R$ 16 bilhões por ano de energia elétrica – equivalente ao investimento total para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Além disso, nos últimos anos, a qualidade da energia entregue aos consumidores tem piorado consideravelmente em algumas distribuidoras. 

A redução desses prejuízos, que também oneram o bolso dos brasileiros, foi um dos principais motivos da lei criada pelo governo federal, em 2000, que tornou obrigatório o investimento de 1% da receita líquida em pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética. Parte desse dinheiro vai para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Ministério de Ciências e Tecnologia. Já foram desenvolvidos mais 4.500 projetos até o ano passado. 

O grande problema é que todo esse volume de projetos não tem se traduzido – na maioria dos casos – em melhoria para a população que usa o serviço público. Segundo especialistas, o dinheiro tem sido mal usado em muitas companhias por falta de uma política adequada. Prova disso é que as empresas não conseguem gastar todo o dinheiro destinado à pesquisa. 

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do total reservado para investimentos em pesquisa e eficiência energética, entre 2000 e outubro deste ano, R$ 1,92 bilhão (sem correção dos juros) ainda não havia sido gasto pelas empresas. Isso representa 42% do volume total recolhido desde 1998. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/economia,desperdicio…por-ano 

 Texto III

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Texto para análise

Leia atentamente o texto abaixo para que ele sirva como base para a produção proposta acima. 

Tema:

A formação de centros urbanos sustentáveis no século XXI

Com o advento de aglomerados humanos geralmente alocados nas periferias das cidades mundo afora, torna-se inevitável o debate sobre as políticas públicas para a construção de um espaço acolhedor e equilibrado, capaz de incluir, sem tumultuar. Essa não parece ser uma tarefa fácil, apesar dos projetos e debates recorrentes sobre o tema.

Há algumas décadas, cerca de 80% da população mundial habitava regiões rurais, contra aproximadamente 20% de citadinos. Esses números, de modo surpreendente, sofreram um completo revés em tão poucos anos, que a adaptação dos meios urbanos à nova realidade demográfica não se deu a contento.

  A falta de políticas de incentivo à prática agrícola, a maior possibilidade de comunicação entre o campo e a cidade, bem como os diversos atrativos que emanam das metrópoles, representam elementos propulsores da notória migração. Com efeito, lamentar o abandono campestre e ignorar o novo cenário não levará a um desfecho plausível. Grandes e até pequenos e médios municípios reclamam medidas socioeconômicas, educativas e ambientais que proporcionem melhorias significativas à vida de seus moradores.

É incontestável o fato de situações que envolvem crise acentuada exigirem soluções à altura. Desse modo, na impossibilidade de convencer grande parte da população a retornar às origens rurais, urgem ações capazes de associar a nova demanda populacional a um ambiente propício à convivência. Para isso, a criação de novos polos educacionais (técnicos e tecnológicos) deixa de ser algo importante e passa à categoria de medida essencial.

Uma população que não encontra oportunidade de trabalho nem vislumbra um horizonte promissor tende a comprometer o convívio pacífico, tanto na dimensão interpessoal, por meio das várias formas de violência, quanto na relação com o meio ambiente, promovendo verdadeiros desastres ecológicos. Assim, a humanidade do século XXI não pode prescindir de estratégias de sustentabilidade que agreguem e evitem o flagelo das massas e do próprio planeta.

Os níveis de gás carbônico na atmosfera, segundo a ONU, farão a temperatura média do planeja aumentar em até 5 graus célcius nos próximos anos caso a taxa de emissão desse continue nos níveis atuais. Tal fenômeno é conhecido como efeito estufa e tem o poder de extinguir algumas espécias e elevar os níveis oceânicos. Outro fator que corrobora para esse possível desastre é o desmatamento, impulsionado pela indústria da carne.

Além de os automóveis contribuírem negativamente para alguns efeitos físicos que colocam em risco a vida no de todos no longo prazo, ele também é responsável por uma série de danos ao aparelho respiratório, que sofre com a fumaça exalada dos meios de transporte movidos a combustíveis fósseis. Contudo, motores que funcionam com energias alternativas ainda são caros se comparados aos tradicionais.

Quanto ao lamentável corte de árvores em escala não sustentável, impulsionado pelo comportamento alimentar de grande parte da população mundial, o desafio talvez seja ainda maior, pois hábitos não dependem apenas de novas tecnologias. Todavia, algumas empresas já investem em produção artificial de carne em laboratório.

É, por conseguinte, importante que o Legislativo reduza impostos sobre os fabricantes de carros elétricos como forma de incentivar a aquisição destes. Ademais, as empresas que produzem carnes artificiais deveriam publicar testes que garantam a segurança do consumo como forma de induzir uma mudança cultural. Assim, a preservação ambiental tornar-se-ia um desejo de compra, contribuindo, não só para a economia, mas para o futuro do planeta.

2 problemáticas:

  1. Poluição causada pelos automóveis
  2. Desmatamento devido à indústria da carne

2 soluções:

  1. Reduzir os impostos sobre fabricantesde carros elétricos
  2. Publicação de testes públicos, pelas empresas produtoras das carnes produzidas artificialmente, que garantam a segurança do consumo

Em nações desenvolvidas, o problema de emissão de gás carbônico em excesso já está sendo superado devido ao crescimento na aquisição de carros elétricos, o mesmo deve acontecer no Brasil nas próximas décadas. Entretanto, o consumo de carne de modo exagerado continua como o principal responsável pelo desmatamento que contribui para o efeito estufa. Ademais, a falta de emprego para todos no país corrobora, obviamente, com a carência de preservação ambiental.

Após a Revolução Industrial, a classe média aumentou consideravelmente, removendo pessoas do campo para a cidade e possibilitando-as o popular churrasco nos finais de semana. Esse comportamento alimentar é, portanto, também cultural, o que torna difícil de contorná-lo. Contudo, já há algumas empresas que produzem em laboratório o tão desejado produto em mesas brasileiras.

Quanto às constantes crises econômicas, que assolam a bandeira verde e amarela, favorecendo subempregos que agridem florestas, como a grilagem e venda de madeiras ilegais, são provocadas devido às altas taxas tributárias impostas a mercados que poderiam prover melhores vagas de trabalho. Segundo o Ministério da Economia, por exemplo, em comparação a povos mais avançados, há tributos até dez vezes maiores.

É, por conseguinte, importante que empresas produtoras de carnes artificiais publiquem testes que garantam a segurança no consumo destas. Outrossim, o Legislativo, após um corte de gastos responsável pelo Executivo, deveria reduzir as altas taxas incidentes sob as instituições privadas, possibilitando a criação de novos e modernos empregos. Assim, melhora-se a qualidade de vida do trabalhador e protege-se o meio ambiente.

2 problemáticas:

  1. Indústria da carne como principal “vilão” responsável pelo efeito estufa
  2. Falta de emprego induz subempregos em mercados que não respeitam o meio ambiente

2 soluções:

  1. Empresas produtoras de carnes artificiais deveriam investir em publicidade de testes que comprovem a segurança alimentar dos seus produtos
  2. Legislativo deveria reduzir a alta carga tributária após um corte nos gastos do executivo como forma de gerar novos empregos

O problema do aquecimento global e poluição de recursos hídricos provocados pela falta de preservação ambiental é real e conhecido por muitos, todavia falta ação para resolvê-lo. Provavelmente, essa inércia, no Brasil, deve-se ao fato da péssima infraestrutura urbana pública e um plano diretor que proteja os interesses coletivos da ganância dos próprios habitantes, constatada em obras residenciais por exemplo, que nem jardim possuem.

A nação verde e amarela, que sempre se gabou da glomurosa natureza, hoje, possui grande parte da população vivendo em casas que mais parecem caixas de sapato. “Puxadinhos” intermináveis ocupam todo o lote, fazendo com o que não sobre espaço algum como área verde, tão comum em moradias de países mais desenvolvidos, onde há maior consiência sobre a ocupação do espaço que não resulte nas chamadas ilhas de calor.

Quanto à responsabilidde do Estado no alcance de uma comunidade sustentável, pode-se relacioná-la com a famosa frase de Russeau, em que o filósofo afima ser o homem um produto do meio. Desse modo, como pensar que os cidadãos respeitarão a natureza, se o governo, grande consumidor de recursos para planejamento urbano, nem saneamento básico provê a todos?

É, por conseguinte, importante que o Legislativo aprove um plano diretor nacional que impeça a construção de infraestruturas privadas que provoquem danos à natureza. Ademais, o Executivo, com o apoio do Ministério da Justiça que deve garantir a punição exemplar aos envolvidos em escândalos de corrupção, precisa tratar o dinheiro do contribuinte com maior respeito, assegurando que o destino final da verba seja alcançado. Assim, assegura-se o caminho do desenvolvimento sem prejudicar o planeta. 

2 problemáticas:

  1. Há informação, mas não para todos e falta ação
  2. Falta infraestrutura adequada, pois como disse Russeau: “O homem é o produto do meio”

2 soluções:

  1. Aprovação de um plano diretor nacional pelo Legislativo
  2. Maior responsabilidade com o gasto do dinheiro público, com punição exemplar aos envolvidos em escândalos de corrupção