Redação ENEM: “‘ciberativismo’, democracia e direitos humanos”

Redação ENEM: Ciberativismo

Tema: “‘ciberativismo’, democracia e direitos humanos”

Proposta 2

Texto 01

“O ciberativismo é um termo recente e consiste na utilização da internet por grupos politicamente motivados que buscam difundir informações e reivindicações sem qualquer elemento intermediário com o objetivo de buscar apoio, debater e trocar informação, organizar e mobilizar indivíduos para ações, dentro e fora da rede. Com essas possibilidades, todos podem ser protagonistas de uma causa.

A internet pode ser usada ainda como um canal de comunicação adicional ou para coordenar ações offline de forma mais eficiente. Além disso, permite a criação de organizações online, permitindo que grupos tenham sua base de atuação na rede; o que possibilita ações no próprio ambiente da rede, como ocupações virtuais e a invasão de sites por hackers.”

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/ciberativismo-o-ativismo-da-rede-para-as-ruas-o-ativismo-da-rede-para-as-ruas.htm

Texto 02

Redação ENEM: Ciberativismo

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-aVGdyVeOyBc/UObTQc3X1tI/AAAAAAAACEk/7OsUhaHe8HA/s1600/249958_367713803323737_1653968151_n.jpg

Texto 03

“Qual a relevância dos abaixo-assinados online para pressionar os parlamentares? 

Eu penso que seja tão relevante como os abaixo-assinados escritos.  Uma petição é uma petição.  Uma petição online só é mais fácil de organizar!

Sendo mais fácil, o sr. não acha que há um risco de promover o “ativismo de sofá” nesse tipo de campanha? 

Eu não sou contra o ativismo de sofá.  Qualquer forma que o cidadão use para se expressar é positiva.

Você vê aspectos da democracia direta nesse tipo de movimento? 

Não.  Democracia direta ocorre quando a decisão está nas mãos das próprias pessoas.  Eu prefiro ver os abaixo-assinados como formas de expressão.

Essas ferramentas online também não podem dar voz e força à intolerância e grupos que estimulam o ódio?  Como lidar com isso?

Você está certo.  Essas ferramentas online podem ser utilizadas pelas forças da escuridão e do ódio, e elas são!  Não há outra forma de lidar com isso além de promover educação, alfabetização e alfabetização digital. E nós devemos também combater as má ideias online e offline.”

Fonte: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,nao-sou-contra-o-ativismo-de-sofa-afirma-o-filosofo-frances-pierre-levy,1007313

Proposta

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “‘ciberativismo’, democracia e direitos humanos”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Ciberativismo é um termo relativamente novo, criado para designar pessoas de alguma atuação política na internet, ambiente virtual que se popularizou na década de 90 e vem exercendo cada vez mais influência na vida de muitos cidadãos. O glorioso fenômeno é apresentado como bem-vindo à democracia, mas existem críticas acerca do comprometimento dos ativistas virtuais apresentadas pelos que sempre atuaram politicamente no mundo real. Outrossim, o online é, constantemente, apontado como difusor de discursos de ódio contra os discordantes, o que merece análise das tratativas e possível solução da problemática.

Plantar uma árvore requer um comprometimento de tempo muito maior do que apertar um botão de compartilhamento de mensagens bonitas nas redes sociais, tavez por isso não seja tão praticado, conforme atestam dados do INPE sobre o desmatamento, quanto o segundo hábito. Contudo, as plataformas digitais também podem ser usadas, além de ferramenta publicitária de ideais, como sistema de organização de encontros e gestão da atuação do grupo, o que seria fantástico e ratificaria os valores humanistas da Revolução Francesa.

Além disso, quanto à intolerância na rede mundial, é triste ver pessoas que se dizem engajadas com o bem-estar alheio agindo como se o fim justificasse os meios, tolhendo a liberdade de expressão e fazendo ameaças em um ambiente tido como livre para agir como quiser. Talvez seja por isso que militantes embuídos da tamanha certeza de que apenas eles sabem da verdade se sentem livres para transformar o próprio ativismo em medo, contrariando os direitos humanos defenditos por Noam Chomsky.

É, por conseguinte, importante que comunidades já atuantes de forma objetiva para se alcançar demandas se fortaleçam no universo online, por meio de campanhas publicitárias patrocinadas pelos membros, e mostrem aos novos revolucionários a importância da ação efetiva com a marcação de encontros para a atuação estratégica que realmente viabiliza nobres objetivos. Ademais, a polícia federal, responsável por autuar crimes digitais, deve punir exemplarmente, por meio da normativa vigente e com transparência, usuários que ferem os direitos humanos, mostrando-lhes que em qualquer “local” existem leis a seguir. Assim, obtem-se não só maior participação popular, mas segurança nas interações humandas.

2 problemáticas:

  1. falta de ação aos ativistas digitais
  2. discursos de ódio na web

2 soluções

  1. fortalecimento de atuantes ativistas já atuantes no universo online com marcação de encontros para agir no mundo real
  2. punição exemplar aos envolvidos em crimes contra os direitos humanos na rede

Ciberativismo é o termo utilizado para designar reivindicantes online. Como exemplos desse movimentos, temos a Primavera Árabe, que culminou com a queda de algumas ditaduras; as manifestações brasileiras de 2013 contra a corrupção e a campanha #metoo, na qual mulheres expressavam apoio a outras vítimas sexuais. Os resultados são louváveis, todavia há críticas quanto à ausência dos integrantes no mundo real e injúrias em grandes proporções que desse ambiente possam provir, o que cabe análise das tratativas e possível solução da problemática.

É sabido alguns casos de atores famosos que, após serem acusados por movimentos feministas de abuso sexual ficaram desempregados, como aconteceu com o protagonista, realmente culpado, de House of Cards. Entretando, não raro, aparecem pessoas mal caráter tentando tirar proveito do movimento, como a garota que acusou o Neymar de estupro, sujeito que disponibilizou prontamente as provas contrárias ratificando ser um verdadeiro respeitador dos direitos humanos.

Outrossim, quanto à comparação da atuação dos grupos politicamente motivados na web ao ativismo de sofá, termo cunhado por muitos sociólogos para referenciar os que apenas compartilham conteúdos afins sem, contudo, atuar no mundo real para o desenvolvimento da democracia, é pertinente. Todavia, assim como há a separação de uma empresa por setores, como defendido por Taylor, também é plausível pensar que cada sujeito tenha um papel a ser trabalhado em comunidade, tendo, então, a divulgação a sua importância. Isso fica evidenciado pelo sucesso ao atingir muitos dos objetivos reivindicados.

Sendo assim, é aconselhável que associações virtuais ajam de maneira coordenada, por meio do patrocínio de campanhas online com o financiamento pelos membros, de modo a garantir que a maior parte dos integrantes realmente atuem de forma objetiva e exemplar no offline para que o nobre objetivo seja realmente alcançado. Ademais, cidadãos que tentarem se beneficiar da adversidade alheia devem ser punidos na força da lei pela polícia federal, com transparência e agilidade, para que o justo ativismo do grupo não se prejudique. Espera-se, assim, assegurar o respeito à democracia sem ferir o direito individual.

Exemplos de ciberativismo:

  1. campanha #metoo, Primavera Árabe, manifestações no Brasil em 2013, Rolezinho

2 problemáticas:

  1. falta de ação dos ativistas digitais
  2. pessoas tentando tirar proveito de movimentos sociais

2 soluções

  1. fortalecimento de atuantes ativistas já atuantes no universo online com marcação de encontros para agir no mundo real
  2. punição exemplar aos envolvidos em crimes digitais

Ciberativismo é o termo cunhado para designar grupos politicamente motivados que divulgam ideais e os reivindicam utilizando a web como plataforma publicitária e administrativa. São louváveis os resultados obtidos desse comportamento, como Primavera Árabe que culminou com a queda de ditaduras. Todavia, há críticas pertinentes que taxam alguns integrantes como ativistas de sofá ou como pessoas que tentam tirar proveito da situação, o que merece análise das tratativas e possível solução da problemática.

A participação efetiva no mundo offline de alguma causa não deve, indubitavelmente, ser tratada como essencial ao reivindicante, até porque, como em uma empresa, conforme defende o Taylorismo, cada um desempenha um papel na instituição e a publicidade, com certeza, tem a sua relevância. Contudo, se ninguém fizer algo efetivo pelo objetivo defendido, em contraste com a Revolução Francesa, esse tenderá a cair em descrédito.

Outrossim, quanto à questão dos criminosos que “pegam carona” em demandas comunitárias procurando fama ou dinheiro, o problema é real e tem no agrupamento em torno da hashtag #metoo, seu maior exemplo. Pois, pessoas apontadas como abusadores sexuais perderam empregos para, posteriormente, serem inocentadas pelos próprios acusadores em um arrependimento tardio pela injustiça cometida; fato que vai contra a constrituição de 1988, ratificadora do direito de defesa no estado democrático.

É, por conseguinte, importante o senso crítico da população para assegurar que a polícia federal não aceite acusações individuais sem provas e garanta a punição, por força da lei com autuação oficial, aos envolvidos em injúrias provadas ser mentira para que nobres objetivos não sejam prejudicados. Ademais, comunidades virtuais devem marcar reuniões periódicas no mundo real e apresentar propostas legislativas, mediante trâmites legais com o respeito aos direitos humanos, a serem votadas na câmara para realmente modificarem o mundo circundante. Assim, fortalece-se a democracia e se assegura o direito individual dos cidadãos com respeito a todos.

Exemplos de ciberativismo:

  1. campanha #metoo, Primavera Árabe, manifestações no Brasil em 2013, Rolezinho

2 problemáticas:

  1. falta de ação dos ativistas digitais
  2. pessoas tentando tirar proveito de movimentos sociais

2 soluções

  1. fortalecimento de atuantes ativistas já atuantes no universo online com marcação de encontros para agir no mundo real e apresentação de propostas legislativas à câmara
  2. punição exemplar aos envolvidos em crimes digitais
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