Getúlio Vargas Morto. Como Morreu e Carta Testamento de Getúlio

Getúlio Vargas Morto. Carta Testamento

Tentativa de Assassinato do jornalista Calos Lacerda

Atentado da rua Tonelero

O anjo negro, como era conhecido um apaixonado capacho de Getúlio Vargas, tentou matar Gregório Fortunato, dono de um dos principais jornais brasileiros à época e principal inimigo do então presidente. O assassinato foi frustrato, resultou apenas num tiro no pé de Lacerda, mas resultou na morte do major que fazia a segurança deste, com um covarde tiro no peito.

A covardia de Vargas já era famosa e se justificou mais uma vez. Ao dizer que não teve nenhuma relação com a frustrada tentativa de assassinato, deixou que a culpa, pelo atrapalhado crime, recaísse toda sobre o executor. Todavia, novas investigações foram abertas sobre a vida financeira de Vargas, resultando em documentos que provariam a relação deste com crimes de colarinho branco, no qual verbas públicas foram desviadas para a compra de uma fazenda.

Para quem, ainda no novo milênio, defende político safado que, inclusive já morreu e deixou uma herança centralizadora miserável, vale lembrar que este mesmo ditador, que, suportamente, não teria relação com assassinatos (pelo menos que não o dele mesmo), foi responsável por enviar uma grávida, Olga Benário, à ditadura nazista, da qual era admirador, para padecer em campos de concentração. Olga Benário era mulher de Carlos Prestes, outro político safado que se dizia pai dos pobres, mas que também é responsável pela morte de muitos, incluindo a de uma adolescente de 17 anos, cuja vida foi tirada por um tal de Cabeção, como era conhecido o pet desse. Esse mesmo comunista, depois de ver a mãe de seu filho morta por Vargas, aceitou o pedido de parceria, vindo a ser secretário do “ditador Kamikaze”.

Carta Testamento de Getúlio Vargas

A carta testamento de Getúlio Vargas foi escrita no leito de morte, no qual o ditador, agora eleito democraticamente no chamado segundo governo da Era Vargas, escreve ao povo, usando a auto clamada alcunha de pai dos pobres, dizendo que suicidaria por eles, notadamente uma mania de grandeza que, infelizmente, ainda é realidade na perturbada mente de muitos políticos mundo afora.

Mas na verdade, a morte de Getúlio Vargas, obviamente foi devida à incapacidade do mesmo de se ver, definitivamente, fora da presidência, cargo que ocupou por mais de uma década e que supria sua necessidade egocêntrica por poder, presente em muitas pessoas. A queda era iminente devido à prisão de seu capacho assassino ter culminado em uma investigação sobre a corrupção da qual fazia parte, onde desviou dinheiro para comprar fazendas. Se a relação de Getúlio com a tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda ainda era uma incógnita aos mais benevolentes, o desvio de conduta em relação ao dinheiro público era, agora, uma certeza incontestável. Infelizmente, como percebe-se no exemplo de militantes petistas, há ser humano burro de tudo quanto é jeito, por isso muitos ainda continuaram a idolatrá-lo.

Foto de Getúlio Vargas Morto

Getúlio Vargas Morto. Carta Testamento

Veja a carta testamento de Getúlio, o homem que colocou João Goulart no poder, um comunista que, irresposavelmente, quando ainda era Ministro do Trabalho de seu governo, deu 100% de aumento aos trabalhadores, resultando na maior inflação já vista na história do país num reduzido intervalo de tempo:

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.

Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.

A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.

Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre, não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.

Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.

Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa

onsciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

Herança centralizatória do Governo de Getúlio Vargas

Os desavisados ou militantes são os únicos que acreditam nas doces palavras amargas deixadas na carta testamento de Getúlio. A parte em que reclama sobre as críticas por ter queimado café em prol do mercado arcaico, órfãos da família real, é mais tocante na engraçada nota que só não merecia o rodapé por ser digna de uma audiência que apenas a morte de um ditador que estatiza empresas é capaz de gerar.

Devido à estatização da Petrobrás em seu nascimento, quando Vargas a removeu das mãos de Farquhar e Monteiro Lobato, defensores de um mercado mais livre onde a estatal seria representada por diversas empresas privadas, nacionais e estrangeiras numa concorrência entre instituições fechadas ou de capital misto, a dinâmica de produção brasileira ficou atravancada. Em função disto, caldeirarias industriais ou empresas fabricantes de estruturas metálicas, por exemplo, conseguem atender, apenas à demanda de grandes empresas, ficando enfraquecidas diante de alguma crise, como a estabelecida no país ao final do último mandato da presidente petista Dilma. Isso acontece baseado na premissa de que assim ocorreria a defesa do mercado interno com a geração de empregos privilegiando monopólios de indústrias de base, contudo é o mercado de ponta que mais cria postos de trabalho, mas que, por ter seus insumos encarecidos devido à falta de concorrência acaba por ter sua expressividade em crescimento limitada.

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