Cooperativismo como alternativa social: Redação ENEM PPL 2013

Redação: Cooperativismo como alternativa social

Tema: Cooperativismo como alternativa social

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Cooperativismo como alternativa social”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

COOPERATIVAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas, como reconhecimento do papel fundamental das Cooperativas na promoção do desenvolvimento sócio-econômico de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Com este propósito, a Assembléia Geral da ONU apela para a comunidade internacional a fim de que medidas sejam tomadas para a criação de um ambiente favorável e capacitante para o fomento à instalação de cooperativas, objetivando a promoção da conscientização dos povos em relação às importantes contribuições das cooperativas para a geração de empregos e para a consequente melhoria qualitativa de vida dos povos.

Cooperativismo como alternativa social

Disponível em: www.peaunesco.com.br (Acesso em 20/06/2013)

Redação: Cooperativismo como alternativa social

Disponível em doeseulixo.org.br Acesso em 20 jun 2013

Porque nós somos os médicos do planeta, o planeta está doente e o ser humano está adoecendo cada vez mais. Quanto menos ele trata o lixo, mais ele adoece o planeta. E nós estamos aqui fazendo um trabalho digno. De fazer com que aquelas pessoas que ainda não têm consciência, bem, vamos esperar que elas tenham, mas enquanto isso nós vamos fazendo esse trabalho”.
Marli, membro de uma cooperativa de catadores de lixo instalada no centro de São Paulo.

Disponível em: http://g1.globo.com Acesso em 20/06/2013 (adaptado)

Instruções:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto defintivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:

  1. tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
  2. fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  3. apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
  4. apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

Segundo a teoria de Emile Durkhein, a Solidariedade Orgânica, representa o individualismo apoiado em intrincadas relações sociais que se assistem de modo a fortalecer o grupo. Talvez esse famoso filósofo seja, então, o que melhor explica a razão de ser do cooperativismo que engrandece o coletivo mas pode, por vezes, prejudicar os que mais trabalham na associação, pois estes não seriam recompensados de acordo pelo esforço superior. Assim, cabe análise acerca das tratativas e possível solução da problemática.

Se um empreendedor decidir começar uma empresa sozinho ele terá gastos com advogado, contador, transporte, aluguel, e uma série de outros custos que incorrerão sobre a instituição. Portanto, conforme afirma o SEBRAE, muitos decidem se juntar a parceiros e constituir uma cooperativa, onde as tarefas, espera-se, serão divididas. Esse arranjo institucional é, por vezes, satisfatório a todos e, não raro, resulta em muitas benecesses aos envolvidos.

No entanto, há probabilidade de que, no modelo de negócios envidenciado, nem todos atuem com o mesmo afinco, o que causa conflitos. Essa consequência de um confronto do que se almeja em comparação com a realidade pode ser explicada pelo Behaviorismo teorizado por Watson, que ressalta como o sujeito deseja recompensas advindas do trabalho individual, o que, por não acontecer sempre em uma associação, pode colocá-la em risco.

O Legislativo, por conseguinte, deveria reduzir as altas cargas tributárias, incidentes sobre os que produzem, por meio de votação transparente na câmara, com redução burocrática para se abrir um negócio nas diferentes áreas do mercado, para que mesmo em configurações igualitárias, uma maior remuneração individual seja viabilizada mediante metas alcançadas. Espera-se, dessa forma, tornar viável que cooperativas mais dinâmicas floresçam e aumente a competição entre elas, favorecendo a bonificação dos mais atuantes e os próprios clientes.

De acordo com a Solidariedade Orgânica, teorizada por Emile Durkhein, um grupo formado por pessoas de variados credos e profissões atua em um complexo organizacional para a viabilizar o funcionamento da dinâmica comunitária. Esse aparato pode ser constatado em cooperativas nas quais não há distinção hierárquica entre empregadores e empregados. Todavia, não raro, alguns trabalham mais que outros, o que torna o igual repartimento dos lucros injusto. Assim, cabe análise das tratativas e possível solução da problemática.

É significativo destacar a teoria do Behaviorismo evidenciada por Watson, na qual seres, mesmo no mundo animal, esperam ser recompensados conforme seus esforços. Dessa forma, é natural constatar que um trabalhador mais atuante na organização queira ser melhor remunerado, o que as entidades deveriam prever e atuar de maneira a garantir a sustentabilidade institucional.

No entanto, se há disfunções nessa modalidade de arranjo empresarial, em contrapartida, quando comparada aos empreendimentos tradicionais, nos quais, segundo Karl Marx, ocorre a exploração do labor por um grupo dominante, é fato que a alternativa apresentada já evidencia um gande avanço frente à disposição capitalista tradicional para a produção de bens. Desse modo, a opção pela constituição coletiva deve, sim, ser encorajada.

As cooperativas, por conseguinte, necessita estabelecer, além de uma porcentagem de repartição básica, comissões financeiras para a produção acima de uma certa cota, por meio de metas previamente estabelecidas em reuniões com o consenso de todos. Espera-se, assim, que mais possibilidades de corporações sociais se tornem possíveis e perenes como ofertantes aos consumidores, contribuindo para a perpetuidade virtuosa imaginada por Durkhein.

Segundo Emile Durkhein, Solidariedade Orgânica representa um arranjo social em que pessoas de diferentes crenças e credos atuam em prol do funcionamento comunitário. Dessa forma, é importante ressaltar o cooperativismo como um modelo de gestão mais justo. Todavia, há quem critique o excesso de igualdade como ameaça de sustentabilidade do negócio, o que merece análise das tratativas e possível solução da problemática.

É significativo destacar a teoria de Karl Marx, que evidencia o quão explorador pode ser o sistema capitalista, em que o empregado é visto como mera ferramenta palo patrão, não usufruindo por completo do próprio potencial de produção. Desse modo, alternativas a esse modelo são bem vindas, especialmente em um país tão desigual como o Brasil, conforme apontam dados do IBGE.

Entretanto, os críticos a um sistema de produção mais igualitário, afirmam que ao dividir os lucros em partes iguais entre cooperados, os que mais trabalharam seriam lesados e desincentivados a manter os bons resultados. Dessa maneira, a instituição, ao não aplicar conceitos de inovação e remuneração por produção, incorre no risco de ser fechada devido à concorrência que aplica a saudável prática.

As cooperativas, por conseguinte, devem estabelecer, além de um salário fixo, uma comissão financeira baseada em metas com bonificação escalonável, mediante conversa previamente acordada, para que os colaboradores se mantenham motivados. Espera-se, assim, que a engrenagem social mencionada por Durkhein se estabeleça justa, como almejava Marx.

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