O que o Fenômeno Social dos “Rolezinhos” Representa? Redação ENEM PPL 2014

O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa?

Tema: O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa?

“O que o fenômeno dos “rolezinhos” representa?”

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa?, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Segundo o MC Daniel de Souza, a origem do “rolezinho” remete aos chamados encontros de admiradores, em que fãs dos cantores de funk iam aos shoppings para encontrar os ídolos. “Antes do ‘rolezinho’ tinha o encontro de admiradores, que era com os famosinhos das redes sociais, que faziam o seu encontro e reuniam o povo no shopping”, declarou. “É o único lugar que todo mundo conhece e é público”. O jovem acredita que os encontros de admiradores cresceram e se tornaram os “rolezinhos” de hoje, atraindo também pessoas que aproveitam a situação para causar tumulto.

ANTONIO, T. Disponível em: http://memoria.ebc.com.br. Acesso em: 16 jun. 2014 (adaptado).

Texto 2

O que o fenômeno social dos “rolezinhos” representa?

Disponível em: http://altamiroborges.blogspot.com.br. Acesso em: 16 jun. 2014.

Texto 3

O funk da ostentação, surgido na Baixada Santista e Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos, evoca o consumo, o luxo, o dinheiro e o prazer que tudo isso dá. Em seus clipes, os MCs aparecem com correntes e anéis de ouro, vestidos com roupas de grife, em carros caros, cercado por mulheres. Diferentemente do núcleo duro do hip hop paulista dos anos 80 e 90, que negava o sistema, e também do movimento de literatura periférica e marginal que, no início dos anos 2000, defendia que, se é para consumir, que se comprem as marcas produzidas pela periferia, para a periferia, o funk da ostentação coloca os jovens, ainda que para a maioria só pelo imaginário, em cenários até então reservados para a juventude branca das classes média e alta. Esta, talvez, seja a sua transgressão. Em seus clipes, os MCs têm vida de rico, com todos os signos dos ricos.

Esta exaltação do luxo e do consumo, interpretada como adesão ao sistema, tornou o funk da ostentação desconfortável para uma parcela dos intelectuais brasileiros e mesmo para parte das lideranças culturais das periferias de São Paulo. Agora, os rolezinhos – e a repressão que se seguiu a eles – deram a esta vertente do funk uma marca de insurgência. Ao ocupar os shoppings, a juventude pobre e negra das periferias não estava apenas se apropriando dos valores simbólicos, como já fazia pelas letras do funk da ostentação, mas também dos espaços físicos, o que marca uma diferença.

BRUM, E.

Disponível em: http://arquivo.geledes.org.br. Acesso em: 16 jun. 2014 (fragmento).

Instruções:

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:

  1. tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “insuficiente”.
  2. fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  3. apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
  4. apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.

Segundo a teoria de Emile Durkhein, Fato Social representa a força coercitiva do grupo sobre o indivíduo e lhes provoca sensação de segurança para agir. Esse estímulo é comprovado pelos rolezinhos, em que jovens, geralmente de classes mais pobres, juntam-se para frequentar um lugar público, o que pode ser visto como um sinal de autoafirmação, mas por vezes causa tumulto. Assim, cabe análise acerca das tratativas e possível solução da problemática.

O Apartheid representa a segregação social posterior à escravidão do negro em âmbito mundial com diferentes trejeitos. Esses absurdos, longe de estarem extintos, tomaram outra forma: o preconceito diário e a privação de oportunidade aos que sempre sofreram com a dificuldade imposta pla sociedade. Em vista disso, uma motivação juvenil ocupa espaços antes lhes negado e afirma presença.

Em contraste com a lauvável atitude dos garotos, que bravamente se mostram à comunidade circundante, há os que se aproveitam da situação para causar tumulto. Dessa forma, o uso de droga e roubo, segundo à polícia federal, não raro, tem acompanhado o movimento e afungentado consumidores dos shoppings, local que, além de ser usado como palco cultural da ação, também emprega muitos dos pais dos meninos que têm despertado tamanha curiosidade.

A prefeitura, por conseguinte, deve construir mais áreas de convívio coletivo como praças e parques municipais, com ambientes esportivos aptos às mais variadas práticas, por meio de verba destinada pelo Legislativo, para que haja ponto acessível de convídio às diversas classes em uma conduta saudável. Espera-se, assim, que haja maior inclusão sem ferir o direito alheio e se alcance a boa consequência ressaltada como possibilidade por Durkhein.

Segundo a Teoria de Emile Durkhein, Fato Social representa uma força coercitiva que emana da sociedade sobre o indivíduo. Essa determinação pode resultar tanto em boas como em más atitudes, as quais, claramente, podem ser vistas no movimento conhecido como “rolezinho”, em que jovens se unem para frequentar locais públicos se afirmando coletivamete, mas, não raro, causam tumulto espantando outros grupos sociais do local. Assim, cabe análise das tratativas e possível solução da problemática.

É significativo ressaltar a liberdade de ir e vir prevista, inclusive, na constituição de 1988, que afirma os direitos e deveres do indivíduo. Dessa forma, é louvável que grupos historicamente excluídos da sociedade façam questam de serem vistos e frequentar locais públicos como os shoppings, preferido entre os pontos escolhidos pelo fluxo representativo do fenômeno em questão, que sofre com a falta de áreas de lazer, conforme atesta o IBGE.

Por outro lado, deve-se lembrar que em muitos desses estabelecimentos se encontram o emprego dos próprios pais dos garotos que frequentam o coletivo, apontado como responsável por alguns furtos que têm afugentado a clientela antes sempre presente nas redes de lojas. Desse modo, estas reclamam da queda nos lucros devido à rompante concentração, o que, consequentemente, coloca em risco o trabalho dos progenitores dos revolucionários adolescentes.

A prefeitura, por conseguinte, deve insestir na construção de praças com quadras poliesportivas, por meio de verba destinada pelo Levislativo, para que haja mais locais públicos de convivência, evitando que se tumultue ambientes privados. Espera-se, dessa maneira, que a comunhão de diferentes classes se estabeleça sem atrapalhar o comércio que mantém os próprios cidadãos que fazem parte da turma.

Segundo Emile Durkhein, Fato Social representa a força coercitiva do grupo sobre o indivíduo, compelindo-o a atitudes positivas ou não. Dessa forma, os “rolezinhos”, fenômeno em que jovens, usualmente de classes socialmente vulneráveis, comprova a teoria, pois, infelizmente, além de servir à afirmação social, têm sido apontado como fonte de tumulto, o que merece análise das trativas e possível solução da problemática.

O Apartheid foi o arranjo urbano, presente em grande parte do mundo, em que negros eram tratados com preconceito pelos brancos. Apesar de avanços terem ocorrido nessa questão, alguns absurdos permanecem, como a falta de áreas de lazer em certas comunidades carentes. Dessa forma, essa realidade urge ser remediada, pois é inadmissível que em um país como o Brasil, onde os impostos são altíssimos, essa mazela ainda se estabeleça.

Ademais, é imperativo ressaltar que a constituição de 1988 visa assegurar certos direitos ao cidadão, que deveria poder usufruir, de acordo com o documento, da liberdade de ir e vir. No entanto, é importante resguardar a segurança dos estabelecimentos privados que, conforme dados da polícia federal, têm sofrido alguns furtos durante o rompante dos revolucionários adolescentes, o que é lamentável.

A prefeitura, por conseguinte, por meio de verba viabilizada pelo Levislativo, deveria construir mais praças, com quadras poliesportivas, para que haja maior possibilidade de convivência entre os cidadãos sem prejudicar o comércio. Espera-se, assim, que a sociedade alcance uma dinâmica inclusivista, corroborando para o que a tese de Durkhein tem de melhor.

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