Redação ENEM: A Vacinação no Brasil em Queda, Desafios

Vanicação em queda no Brasil: Zé Gotinha

Tema: “Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros”

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros”, apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar bolsões de pessoas suscetíveis a doenças antigas, mas fatais. O desabastecimento de vacinas essenciais, municípios com menos recursos para gerir programas de imunização e pais que se recusam a vacinar seus filhos são alguns dos fatores que podem estar por trás da drástica queda nas taxas de vacinação do país.

Taxa de Vanicação no Brasil: Poliomelite

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-41045273 Acesso em 18 julho 2018

TEXTO II

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que “tem atuado fortemente na disseminação de informações junto à sociedade alertando sobre os riscos de baixa coberturas”. Disse também que a queda nas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acendeu uma luz vermelha no País e que elas são a principal preocupação da pasta neste momento. […] O Ministério disse que os recursos para vacinação passaram de R$ 761,1 milhões, em 2010, para R$ 4,5 bilhões em 2017. Para 2018, a previsão é de R$ 4,7 bilhões. Afirmou também que aumentou em 60% o valor do recurso de campanha campanhas publicitárias de vacinação, passando de R$ 33,6 milhões, em 2015, para R$ 53,6 milhões em 2017. Até junho, foram investidos R$ 31,9 milhões. Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,taxas-de-vacinacao-aumentam-no-mundo-mas-caem-no-brasil-ha-3-anos,70002405638 Acesso em 18 julho 2018 Adaptado

TEXTO III

Vanicação em queda no Brasil: Zé Gotinha

Disponível em: http://vigia.pa.gov.br/campanha-de-vacinacao/ Acesso em 18 julho 2018

TEXTO IV

Campanha de Vacinação no Brasil: Mônica

Fato Social, de acordo com a teoria de Emile Durkhein, representa a força coercitiva do grupo sobre o indivíduo. Talvez isso explique por que, em tempos de facilidade para se divulgar ideias pelas redes sociais, haja cada vez mais pessoas acreditanto em falácias contra vacinas, contribuindo para um quadro preocupante acerca de doenças antes erradicadas que voltam ao cenário brasileiro, o que cabe análise das tratativas e possível solução da problemática.

Nesse viés, é significativo ressaltar a poliomelite, mazela antes muito evidente no país mas que foi combatida com sucesso pelos órgãos competentes. Essa enfermidade, que outrora assombrava muitas mães, hoje não desperta memória desconfortável nos mais jovens, que não conviveram com o surto que assolou a nação no século XX. Essa falta de experiência, apesar de ratificar sucesso no passado, obviamente, demanda um aumento na publicidade acerca dos danos que o vírus pode causar, o que, infelizmente, não vem acontecendo.

Ademais, a Constituição Cidadã, de 1988, assegura a todos os brasileiros desfrutar de apoio governamental a uma vida digna, principalmente no que tange à saúde. Dessa forma, é inadmissível que na pátria com uma das mais altas cargas tributárias do mundo ainda falte uma infraestrutura propagandística que garanta conhecimento a todos acerca da importância de estar vacinado, colocando o coletivo em risco devido ao comportamento dos que refutam a prática.

Para garantir vacinação dos brasileiros, o Ministério da Educação, por conseguinte, deve investir em campanhas publicitárias elucidativas nas redes socias sobre o funcionamento de vacinas e o risco de não tomá-las, por meio de verba disponibilizada pelo Executivo, com material audiovisual, para exemplificar as consequências da danosa conduta de não se submeter à prevenção. Espera-se, assim, que com uma população mais educada a respeito da questão, um ciclo virtuoso baseado na lógica de Durkhein se estabeleça e indivíduos saudáveis prevaleçam na sociedade.

Como afirma Emile Durkhein, Solidariedade Orgânica representa o sistema organizacional pelo qual indivíduos interagem para viabilizar o funcionamento da sociedade. Esse arranjo tem servido a alguns objetivos no que tange à garantia da disponibilidade de vacinas. No entanto, ainda há obstáculos, pois, de acordo com o Portal de Notícias G1, é cada vez maior o número de pessoas que se recusam a vacinar no Brasil, o que cabe análise das tratativas e possível solução da problemática.

É significativo ressaltar a Constituição Cidadã, de 1988, cuja diretriz principal visa assegurar saúde a todos os brasileiros, o que não tem acontecido devido à crença de incautos em qualquer boato que lê nas redes sociais. Dessa forma, é inadmissível que em um país com uma das maiores cargas tributárias do mundo ainda haja sujeitos não instruídos acerca dos riscos de não se vacinar.

Ademais, como consequência do questionável comportamento, mesmo pessoas esclarecidas estão em risco, pois se uma grande parcela circundante não se encontra imunizada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há o risco de a mazela se estabelecer novamente e afetar recém nascidos ainda não vacinados. Essa assustadora conjuntura, precisa, então, ser sanada o mais rápido possível, de maneira a viabilizar cidadãos sempre saudáveis.

Para garantir a vacinação dos brasileiros, o Ministério da Saúde, por conseguinte, deve patrocinar campanhas elucidativas no Facebook e Instagram sobre o mecanismo das técnicas de imunização contra enfermidades, por meio de verba disponibilizada pelo Executivo, com material audiovisual exemplificador das implicações de se negar à prática para incentivá-la. Espera-se, assim, que o coletivo entenda a urgente necessidade de se submeter às estratégias nacionais de combate a moléstias e o governo vença o grande desafio demandado na lógica de Durkhein.

Clube da Terra Plana, defensores de ditadura e adoradores de bandido são alguns dos grupos que se evidenciam em uma rápida navegação pelas redes sociais. Contudo, nenhum deles é mais preocupante do que os que pregam contra a vacinação professando teorias esdrúxulas para justificar o abominável comportamento que coloca toda a nação em risco, o que cabe análise das tratativas e possível solução da problemática.

É significativo ressaltar a Constituição Cidadã, de 1988, cuja principal diretriz, em conformidade com os direitos humanos, é resguardar a saúde dos contribuintes. Todavia, é ululante o insucesso governamental dos últimos anos, em que doenças antes erradicadas voltaram ao cenário brasileiro. Essa realidade é inadmissível, especialmente, em um país com uma carga tributária tão elevada em comparação com os demais.

Ademais, como outro fator de relevância acerca da atual situação, pode-se evidenciar um paralelo com Oswaldo Cruz, importante pesquisador que implementou políticas públicas de vacinação no início do século passado, mas que acabaram por resultar na Revolta da Vacina. Esta, constituiu-se em uma negação da saúde pelo medo, o que surpreendentemente, mesmo já em 2019, parece voltar a acontecer.

Para vencer os desafios e garantir a imunização dos cidadãos, o Ministério da Saúde, por conseguinte, deve investir em campanhas elucidativas nas redes sociais sobre o mecanismo de funcionamento de vacinas e possíveis consequências advindas de enfermidades, por meio de verba destinada pelo Executivo, com material audiovisual exemplificador da questão. Espera-se, assim, que mais pessoas possam desfrutar da vida de modo saudável e amparadas pelo poder público.

Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/pt/ Acesso em 18 julho 2018

Texto para análise

Confira essa redação pronta sobre os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros.

O documentário “A Vacina que Mudou o Mundo” narra, com detalhes, a difícil batalha contra a epidemia de poliomielite ocorrida na década de 50. No entanto, apesar dos avanços alcançados na área da saúde, doenças graves, que até pouco tempo estavam controladas, voltaram a assombrar as famílias brasileiras. A respeito disso, torna-se evidente a precarização dos serviços públicos de saúde, bem como a desinformação de setores da população. Com efeito, visando ao enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre Estado e sociedade acerca dos desafios para garantir a imunização dos brasileiros.

Em primeira análise, é importante sinalizar que a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais compromete a eficácia da imunização em escala nacional. Isso se explica porque, apesar da Carta Magna de 1988 garantir o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados, dificultando o acesso da população à vacinação.[1]

Outrossim, é válido salientar que a falta de informação pode interferir na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacinar. Isso afeta, sobretudo, camadas mais vulneráveis da população, que não entendem as consequências da falta de imunização preventiva. Sob esse viés, o filósofo Émile Durkheim [2] afirma que a sociedade é como um corpo biológico, onde as partes devem interagir para garantir a coesão e a igualdade. Dessa forma, sem o engajamento de todas as camadas sociais, o país pode voltar a sofrer com os efeitos ocasionados por doenças graves, como o sarampo, a poliomielite e a rubéola.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o problema seja resolvido. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve promover a melhoria do sistema público de saúde, por meio de investimentos direcionados às unidades básicas e às campanhas de vacinação, com o objetivo de ampliar a cobertura nacional de imunização, garantindo, assim, que todas as comunidades sejam contempladas. Além disso, as prefeituras devem criar um projeto voltado para a aproximação entre as famílias e as instituições de saúde, por intermédio de dias de conscientização e oficinas culturais, com a participação de profissionais da área, a fim de elucidar as massas e conscientizar a comunidade acerca dos benefícios da vacinação infantil, haja vista que, de acordo com o sociólogo Gilberto Freyre, o ornamento da vida está na forma como um país cuida de suas crianças. A partir dessas ações, espera-se promover uma retomada dos níveis de vacinação no país, de forma que o corpo social, idealizado por Durkheim, esteja plenamente saudável.[3]

AVALIAÇÃO POR COMPETÊNCIA:

COMPETÊNCIA I – DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA:

O texto apresentou precisão vocabular e obedeceu às regras gramaticais. O domínio da norma culta foi fundamental para construção da boa nota da redação.

COMPETÊNCIA II – COMPREENDER A PROPOSTA:

Apresentou boa compreensão da proposta, atendendo à delimitação temática.

COMPETÊNCIA III – SELECIONAR E RELACIONAR ARGUMENTOS:

[1] O aluno poderia ter explorado um pouco mais esse argumento.

[2] Citação muito bem relacionada à discussão.

COMPETÊNCIA IV – CONHECER OS MECANISMOS LINGUÍSTICOS PARA A CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO: O texto foi articulado de forma eficiente, com leitura fluida e agradável que possibilitou ao leitor compreender a mensagem que gostaria de transmitir. É preciso ter mais atenção, entretanto, a alguns detalhes que foram relevantes para a perda de pontas, como em relação uso de conectivo e à repetição ou substituição inadequada de palavras. É importante que se aproveite a oportunidade de demonstrar domínio sobre os recursos de substituição possíveis.

COMPETÊNCIA V – ELABORAR A PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA:

[3] Resolveu os problemas apresentados na argumentação e, ainda, compreendeu muito bem o que é necessário conter na proposta de intervenção. O segredo é sempre voltar aos parágrafos de desenvolvimento e solucionar os problemas na ordem em que foram apresentados. Acima de tudo, diga o que fazer, os meios para fazer e quem irá participar da proposta. Dessa forma, o desempenho é um sucesso. NOTA: 960