Proposta de Redação para o ENEM: “A Questão dos Refugiados”

Proposta de Redação para o ENEM: Refugiados

Por que o Brasil não consegue vencer o Aedes aegypti?

Os brasileiros convivem há algumas décadas com um terrível inimigo: o mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças graves: a dengue, a chikungunya e a febre do Zika (cujo vírus, por sua vez, também tem provocado um grande número de casos de microcefalia). A epidemia parece aumentar ano a ano, apesar das inúmeras campanhas de conscientização e mutirões de combate aos criadouros dos mosquitos. Aliás, há ações que podem mesmo se mostrar contraproducentes: por exemplo, a técnica conhecida como “fumacê”, que acaba gerando insetos mais resistentes aos inseticidas e larvicidas. Na coletânea de textos que informa esta proposta de redação, fica claro que o problema não se deve exclusivamente ao mosquito. Leia os textos, reflita sobre eles, some a isso os conhecimentos que você mesmo tem sobre o tema e escreva uma dissertação argumentativa, apresentando quais fatores, na sua opinião, são os principais responsáveis pela proliferação do Aedes aegypti no Brasil. Diga também como você acha que eles devem ser combatidos.

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:

Proposta de Redação para o ENEM: Refugiados

Refugiados são, constantemente, tratados com preconceito, como se estes representassem o ímpeto por sair de pátrias distantes para se apoderar do emprego alheio. Todavia, a questão é muito mais complexa e merece ser tratada sob a ótica histórica, onde consequências de atitudes imperialistas atuais e de outrora estão, por meio do encontro com os cidadão explorados, colhendo frutos indesejados.

É notório o acontecimento de guerras em países onde há combustíveis fósseis sob a estarrecedora desculpa, inclusive, de ajuda humanitária. Contudo, devido à repetição de padrões e comportamentos de nações consumidoras de grande quantidade de petróleo, está claro que, muitas das guerras que impulsionam a imigração em massa, que incomoda anfitriões, ocorrem com o aporte de empresas e governos estrangeiros.

Entretanto, também não se pode negar a realidade do impacto que um aumento populacional realmente causa na vida dos moradores de certa região, que veem vagas de trabalho se desvalorizarem e os níveis de violência se expandirem impulsionados pelo comportamento desesperado dos que, apesar de todas as dificuldades, ainda não conseguiram uma vida digna.

É, por conseguinte, importante que nações desenvolvidas se unam em um acordo de recebimento organizado de estrangeiros, garantindo-lhes sustentabilidade imigratória e mínimas condições de dignidade para prosperarem sem prejudicar moradores antigos. Outrossim, é aconselhável que nações desenvolvidas promovam incentivos fiscais às tecnologias baseadas em energias alternativas. Assim, resolve-se o presente e felicita-se um futuro promissor, mais humano.

2 soluções:

  • Reduzir as guerras por meio de incentivos fiscais às tecnologias que utilizem ou produzam energias alternativas ao combustível fóssil
  • Acordo entre as nações para reduzir o impacto em territórios específicos

É triste que, em pleno século XXI, nações tidas como desenvolvidas continuem a tratar a questão dos refugiados no mundo contemporâneo de forma individualista e sob um ponto de vista que não leva em consideração os desmandos imperialistas aos quais estes foram sujeitos. Outrossim, é óbvio, que a hiocrisia de se patrocinar uma guerra por petróleo em países alheios, cedo ou tarde, geraria algum problema em solo próprio.

Não se pode negar a realidade do impacto causado na vida de milhares de cidadãos por um contingente enorme de pessoas que, repentinamente, chegam demandando empregos e condições dignas de sobrevivência. Com certeza, a oferta, logicamente, limitada, não será capaz de assegurar tal desejo a todos, o que acaba impulsionando os níveis de violência e competindo com vagas antes preenchidas pelos nativos. Mas esse fato não pode servir de desculpa à inércia.

Já os combustíveis fósseis, representados pelas especiarias de outrora, é o grande propulsor de conflitos em terras produtoras que, infelizmente, ao invés de exportarem o valioso produto, expulsam pessoas, que, ironicamente, procuram abrigo na pátria agressora, consumidora do “ouro negro” que traz avanços a alguns e desgraça a outros.

É, por conseguinte, importante que países desenvolvidos se reunam em um plano de acolhimento global aos imigrantes que garanta sustentabilidade por meio da fragmentação de contingentes de acordo com uma lista de escolhas. Outrossim, tecnologias relacionadas a energias alternativas deveriam receber incentivos fiscais para que se apresentem como uma solução para um futuro promissor. Assim, assegura-se a prosperidade de todos sem perder a humanidade.

2 soluções:

  • Reduzir as guerras por meio de incentivos fiscais às tecnologias que utilizem ou produzam energias alternativas ao combustível fóssil
  • Acordo entre as nações para reduzir o impacto em territórios específicos

É notório que a chegada de um grande contingente de pessoas em um mesmo território irá perturbar a vida dos nativos, pois a oferta de comida, emprego e até moradias é limitada, em consequência, os imigrantes são tratados com preconceito. Contudo, a maioria desejosa de continuar a morar em terras próprias, só partiu do lar em função de guerras passadas e atuais, ironicamente, patrocinadas pelos países que agora os reprovam.

Segundo a ONU, milhões de pessoas deixaram sua pátria no oriente médio e áfrica, partindo para a Europa, onde mesmo os países de comportamento mais benevolente já começam a reclamar do inchaço populacional. Todavia, quem mais recebeu os estrangeiros foram os países vizinhos que, na maior parte das vezes, também são naçoes pobres e afetadas por conflitos duradouros.

Quanto à responsabilidade dos anfitriões ricos pelo acontecido, pode-se citar a cobiça por petróleo, que apesar de utilizado pelos consumidores sempre a demandarem preços mais baixos, gera um grande custo às pátrias produtoras. Dessa forma, é transparente a insustentabilidade de se utilizar combustíveis fósseis no interesse de se alcançar a paz mundial.

É, por conseguinte, importante um acordo planetário para o subsídio de tecnologias relacionadas a energias alternativas, como o carro elétrico. Ademais, essa resolução deveria incorporar um plano de acolhimento aos refugiados que assegurasse a sustentabilidade imigratória sem provocar danos aos moradores locais, dividindo-os em grupos de destino de acordo com uma lista prévia para escolha dentro das possibilidades. Assim, assegura-se um futuro brilhante e digno a todos.

2 soluções:

  • Reduzir as guerras por meio de incentivos fiscais às tecnologias que utilizem ou produzam energias alternativas ao combustível fóssil
  • Acordo entre as nações para reduzir o impacto em territórios específicos

O Ministério da Saúde adverte

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, admitiu nesta segunda-feira (30/11/15) que o Brasil não combateu o mosquito Aedes aegypti, “para vencer” -o que teria levado o país enfrentar uma epidemia de Zika, febre chikungunya e dengue em 2015, com mais de 1,5 milhão de casos. Castro participou de uma reunião com prefeitos de Pernambuco em Gravatá (a 80 km do Recife), Estado com maior número de casos de microcefalia.

[…]

O ministro ainda deu um puxão de orelha nos gestores pernambucanos por cobrarem mais recursos. “Não é só falta de dinheiro, é também má gestão, desvio de recursos, gente inescrupulosa fazendo miséria com dinheiro público. Nós temos que ser o máximo eficiente possível para ter moral, para ir à opinião pública de maneira enfática pedir mais recurso. Mas para isso a sociedade precisa saber que o seu dinheiro será bem aplicado”, afirmou.

[UOL Ciência e Saúde]

Derrota por 7 X 1

Como podemos destacar o papel do poder público no combate ao mosquito, já que essa epidemia não é uma coisa nova? Onde está o erro?

O erro está no modelo de desenvolvimento econômico que o brasil adotou a 500 anos. Não é um erro do gestor atual, mas deste processo de desenvolvimento econômico, que privilegia o crescimento urbano acelerado e desorganizado sem o devido suporte dos instrumentos necessários para atender a população, como, por exemplo, coleta regular de resíduos sólidos, fornecimento de água de modo regular para consumo doméstico e a própria distribuição geográfica de vários espaços.

No combate ao Aedes aegypti, a educação da população também é um fator a ser explorado?

Sim, mas não a educação de ensino regular. Veja só, se você andar pela rua, vai cansar de ver gente jogando latinha fora do lixo. Enquanto persistir isso, não tem solução. A gente tem que se conscientizar. O brasileiro tem isso de se apegar a ilusões, só que a realidade nos confronta. Sabe o jogo do Brasil com a seleção alemã, o 7 a 1? Então. Nós estamos brincando de controlar o Aedes aegyptinesses trinta anos que tem dengue no Brasil. Tem todo esse tempo e nós estamos perdendo de 7 a 1 na luta contra esse mosquito. Nós estamos usando uma estratégia que não está dando certo. É claro que uma coisa ou outra, prefeito A ou prefeito B, uma greve na coleta do lixo, enfim, podem contribuir para a situação. Mas, para além disso temos que refletir o que está no cerne da questão, se é que queremos resolver o problema.

[Entrevista do Dr. Rivaldo V. Cunha, diretor da Fiocruz em MS]

Dificuldades do combate

O que é feito para eliminar o mosquito?

A maior parte dos criadouros são encontrados em residências. Por isso, campanhas de conscientização da população costumam ser feitas em períodos de chuva. Além disso, agentes sanitários visitam imóveis para encontrar focos de larvas do inseto e exterminá-las com larvicidas e inseticidas mais potentes do que os vendidos no mercado. Entrar em imóveis particulares é um complicador, segundo o infectologista Kleber Luz, professor do Instituto de Medicina Tropical do Rio Grande do Norte. Muitos moradores não permitem a entrada dos funcionários públicos com medo de serem falsos agentes prontos para um assalto.

É possível erradicar o Aedes aegypti do país?

“Hoje consideramos impossível erradicar o Aedes aegypti. O programa de erradicação se tornou inviável. A ideia agora é manter a quantidade de mosquitos a níveis seguros para impedir a transmissão de doenças”, afirma Valle. A bióloga diz que a adoção de fumacês, por exemplo, gera mosquitos mais resistentes. “Hoje, levamos de 20 a 30 anos para desenvolver um inseticida e, em dois anos, ele perde sua eficácia por causa do uso abusivo.”

O que pode ser feito para reduzir o número de mosquitos?

O país vem buscando usar as novas tecnologias para combater o mosquito. A maior aposta é o uso de mosquitos Aedes aegyptitransgênicos, ou seja, cujo genoma é modificado em laboratório e “pode promover uma população de mosquitos estéreis”, ressalta Arruda, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

[UOL Ciência e Saúde]

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

De preferência, dê um título à sua redação.

Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema Por que o Brasil não consegue vencer o Aedes aegypti?