Plano SALTE e o Governo Dutra. Presidente do Brasil

Quem foi Eurico Gaspar Dutra, o presidente do Brasil

José Linhares, presidente do supremo tribunal eleitoral, governou de 1945 a 1946, logo após o término da ditadura varguista, sob a vigência da constituição de 1937, na qual Vargas dissolveu a câmara dos parlamentares e a figura do vice presidente da república. Mas, no ano de 1946, Eurico Gaspar Dutra, em dezembro, foi eleito, democraticamente, presidente do Brasil pelo Partido Social Democrático (PSD), com o apoio de Getúlio Vargas, do PTB.

No ano seguinte à sa eleição, o presidente Dutra, promulgou uma nova contrituição do Brasil, na qual adotava uma política mais liberal, com pouca intervenção do estado na economia. Com isso, desagrada sua base política e se aproxima mais da UDN, um partido tido como de direita e que fazia oposição ferrenha a Getúlio Vargas.

Obras do governo Dutra

  • Construção da companhia hidrelétrica de São Francisco (apesar de muitos historiadores creditarem o Governo Dutra por esta obra, ela foi, na verdade, criada por Vargas, durante o Estado Novo. No primeiro vídeo, esse erro é, inclusive, propagado)
  • Pavimentação da estrada que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, que até hoje é conhecida como via Dutra

O presidente Dutra e o Plano SALTE

O plano SALTE tem esse nome porque previa o investimento em:

  • saúde
  • alimentação
  • transporte
  • energia

Para atingir o objetivo o plano SALTE reduziu diversos custos gastos e reduz o salário mínimo, que chega a cair pela metade, assim como a popularidade do presidente. Em 1950, o governo Dutra termina e a faixa presidencial é passada a Getúlio Vargas, que na época já era seu desafeto.

É comum alguns professores creditarem o plano SALTE a Café Filho, eu, inclusive, vi uma vídeo aula no Youtube que dizia isso, todavia, essa é uma afirmação absurdamente incorreta.

Política econômica de Eurico Gaspar Dutra

Seguem alguns pontos tratados como característica econômicas do governo de Eurico Gaspar Dutra. Entretanto, os professores de história parecem tirar isso do suvaco, meio que por não ter nada além disso pra falarem dele, meio porque ele era inimigo do Vargas e, na cabeça de alguns, o mundo funciona numa dualidade. Mas a verdade é que o governo de Dutra era sim intervencionista, tanto que nem por um momento pensou em desestatizar a Petrobrás e tantas outras grandes atravancadoras do desenvolvimento, que se não o fossem, já teriam contribuído para alcançarmos um salário maior que o mínimo para viver há muito tempo.

Outra falácia atribuída ao presidente Dutra é a de que ele teria representado alguma abertura substancial ao capital estrangeiro. Isso é uma grande bobagem propagada por diversos provessores de história, os quais o mais perto que chegaram de uma importação foi a de um panetone da padaria da esquina, para a mãe que, provavelmente, também detesta ameixa e acha panetone fedorento, produto que por sinal, pelo menos até o ano de 2018, chega a custar dez vezes menos em países desenolvidos, mesmo quando produzidos no Brasil.

Bobeirada irreal sobre a política econômica de Dutra que o ENEM cobra
  • não intervencionismo
  • congelamento de salários
  • liberdade para o capital estrangeiro

Governo Dutra e a perseguição aos comunistas

Esta vídeo aula deixa claro o nível de militância dos professores de história em geral. Muitos, ao invés de falarem sobre algum político específico, como, no caso, do presidente Dutra, se mostram incapazes de não descambarem a palestrar, apenas, sobre a docotomia capitalismo comunismo, que era sim o contexto da época, mas não somente. E, não raro, defendem o comunismo, proibido no parlamento pelo governo de Dutra, como uma ideologia democrática que deveria, sim, ter mantida sua representatividade. Todavia, se o os anos de 1946 a 1963 são chamados de período democrático, é de se esperar que uma ideologia, incapaz de existir sem ditadura, fosse, logicamente, banida da vida política.

Percebam a indignação do professor da vídeo aula em destaque ao falar do governo Dutra como uma representação do livre mercado, coisa que nunca foi mas que, pela pouca abertura adotada, lhe rendeu a alcunha de entreguista. É impressionante como diversos professores de história não se contentam em falar sobre a mesma, eles dão palpite em tudo quanto é coisa do mercado, como se decorar nomes de políticos vagabundos lhe rendessem alguma autoridade sobre qual tecnologia ou modelo de negócio todas as empresas do país deveriam adotar. Parece até que eles tem a responsabilidade todo mês de gerenciar uma empresa com déficit de caixa positivo.

Mais uma vídeo aula padrão sobre o governo do presidente Dutra. Nela você vai aprender, mais uma vez, como o mundo funciona entre zero e um na cabeça de diversos professores com PHD que, supostamente sabem de tudo sobre como o mundo funciona só porque decoraram o nome de uns “camaradas”, em plena era digital. Aulinha padrão que colona Dutra como um representante ad direita e do livre mercado, só porque ele, supostamente, seria inimigo político de Getúlio Vargas, o grande ditador que nos deixou uma herança centralizadora, na qual estamos arraigados até hoje.

Vídeo aula, muito completa, sobre o governo de Dutra, para o ENEM

A vídeo aula sobre o governo Dutra que se segue, apresentou-se como a mais completa. Destaque para o momento em que Lula é comparado aos outros presidentes populistas, que conversam fiado para ganhar voto, atitude padrão de vagabundos dessa classe, que, infelizmente, parece ser a maioria, nessa democracia fake em que vivemos.

Constituição de 1946 no Governo Dutra

  • restabelecimento da República Federativa Presidencialista
  • sistema dos 3 poderes
  • voto secreto e universal para os maiores de 18 anos e alfabetizados
  • igualdade de todos perante a lei
  • eleições diretas para todos os níveis
  • restrições aos direitos de greve e à organização sindical
  • obstáculos às reformas agrárias com pesadas indenizações aos proprietários
  • vice era eleito de forma dissociada do presidente. No caso, Nereu Ramos foi o vice de Dutra