Leishmaniose Visceral e Tegumentar, em Cães e Humanos. Tratamento

Leishmaniose tegumentar causada por protozoário

Leishmaniose Visceral

Transmissão da Leishmaniose Visceral

A Leishmaniose Visceral, também conhecida como Calazar, é uma doença transmita pelo mosquito palha, também conhecido como Biriguí, que ao picar o hospedeiro infecta-o com a Leishmania chagazi, protozoário causador da Leishmaniose. Essa doença era considerada como em extinção no Brasil, contudo ela voltou a assustar de modo considerável, causando quase 50 mil casos e 2 mil mortes em 15 anos apartir da década de 90. Nos centros urbanos, a transmissão ad Leishmaniose se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao dos homens. Em alguns municípios paulistas, a Leishmaniose canina se faz presente em 20% dos cães ou mais. Apesar de ela não ser contagiosa por via aéras, é possível pegar Leishmaniose do cachorro através da picada da fêmea do mosquito palha.

Leishmaniose tegumentar causada por protozoário

Sintomas da Leishmaniose Visceral

Veja quais são os principais sintomas da Leishmaniose visceral:

  • frebre intermitente com semanas de duração
  • fraqueza
  • perda de apetite
  • anemia e palidez
  • aumento grande do baço e do fígado
  • comprometimento da medula óssea, local onde fabricamos os glóbulos brancos, hemácias e plaquetas
  • problemas respiratórios
  • sangramento da boa e nos intestinos

Leishmaniose Canina

Veja tudo sobre a Leishmaniose em cães.

Diagnóstico da Leishmaniose

Os diagnóstico da Leishmaniose deve ser feito de modo precore, atitude fundamental para evitar agravamentos que possam por em risco a vida do paciente. Todavia, essa é uma doença de pouco conhecimento por parte de muitos médicos, pois até pouco tempo ela era considerada quase em extinção e faltava pacientes em hospitais escolas para que os alunos de medicina a pudessem estudar mais de perto.

Além dos sinais clínicos, existem exames laboratoriais para confirmar se o paciente está mesmo infectado com Leishmaniose. Os testes sorológicos, chamados de testes de Elisa, por reações de imunofluorescência, podem ser feitos para o diagnóstico da Leishmaniose. Além desse, há o exame de pulsão da medula óssea, que permite detectar a presença do parasita e de anti-corpos contra este. É fundamental fazer o diagnóstico corretamente, pois os sintomas da Leishmaniose são muito parecidos com os da malária (causada por protozoário), esquistossomose (doença do caramujo – causada por platelminto), doença de chagas, febre tifóide e tuberculose.

Ciclo da Leishmania

Ciclo da Leishmaniose no homem

Ciclo biológico da Leishmaniose no mosquito

Tratamento da Leishmaniose Visceral

O tratamento da Leishmaniose Visceral, é um tratamento eficaz, capaz de curar a doença. Desde feito o diagnóstico, é preciso “seguir à risca” o tratamento que o médico indicar. A regressão dos sintomas é sinal de que a doença foi, pelo menos, controlada, uma vez que ela pode recidivar até 6 meses depois de terminar o tratamento.

Prevenção da Leishmaniose

Como profilaxia da Leishmaniose, seguem algumas recomendações:

  • mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadouros de insetos. O mosquito palha vive nas proximidades das residências, mas não na água. Ele vive principalmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de materias orgânicos
  • costuma atacar, majoritariamente, nas primeiras horas do dia ou ao entardecer. Por isso, o ideal é colocar telas nas janelas e embalar sempre o lixo
  • cuide bem da saúde do seu cão, que pode se transrformar num reservatório doméstico da doença, que quando picado, pode espalhar a doença por meio do mosquito

Lembre-se de que os casos de Leishmaniose visceral são de comunicação compulsória ao serviço social de saúde. Portanto, se estiver infectado avise às autoridades competentes.