Esquistossomose. Schistosoma mansoni. Doença do Caramujo. Causas

Ciclo da esquistossomose: doença do caramujo

Tudo sobre a esquistossomose

Provocada pelo verme Schistosoma mansoni, a esquistossomose também é conhecida como barriga d’água ou doença do caramujo. Ela é muito comum em regiões pobres do Brasil.

A esquistossomose é chamada, pela OMS (organização mundial da saúde), de doença negligenciada, pois ela está ligada a fatores sócio-econômicos, visto que regiões em que há pouca escolaridade e falta de tratamento da rede de esgoto são as que mais sofrem.

Esquistossomose: transmissão

A esquistossomose é, exclusivamente, uma doença de vontágio por meio hídrico, isto é, para ser contagiado, é necessário que o doente tenha entrago em algum lago, rio ou cachoeira que esteja contaminado.

Agente transmissor da esquistossomose

O verme habita o caramujo do gênero Biomphalaria, onde produz novos vermes que poderão contagiar seres humanos. Esses, no corpo humano, podem chegar à fase adulta, onde passam toda a vida sem a necessidade de ir para outro hospedeiro. Por isso diz-se que o verme da esquistossomose possui o caramujo como um intermediário (agente transmissor da esquistossomose) e o homem como hospedeiro absoluto.

Agente causador da esquistossomose

O verme Schistosoma mansoni é o real causador da doença, também chamada de barriga d`água, sendo o caramujo, apenas um agente transmissor da esquistossomose.

Ciclo da esquistossomose

Ciclo da esquistossomose: doença do caramujo

Sintomas da esquistossomose, ou doença do caramujo

Há diversos sintomas da esquistossomose. Contudo, existem os característicos, que podem levar, inclusive, à morte se a doença não for tratada.

Sintomas da esquistossomose da fase aguda da doença

  • febre
  • dor de cabeça
  • fraqueza
  • falta de apetite
  • dor muscular
  • tosse
  • diarréia
  • emagrecimento

Sintomas da esquistossomose da fase crônica da doença

  • diarréia constante alternando-se com prisão de ventre, podendo aparecer sangue nas fezes
  • o fígado e o baço aumentam de tamanho por causa das inflamações causadas pela presença do verme platelminto e de seus ovos

Na fase crônica, talvez, a cirurgia se faça necessária, pois os órgão já estão grandes e haveria dificuldade em remover uma quantidade exagerada do verme Schistosoma mansoni que poderiam estar presentes. Nesta fase, o risco de morte é maior, tanto em decorrência da doença, quanto por riscos de infecção hospitalar durante a cirurgia.

Esquistossomose tem cura?

Sim, o tratamento da esquistossomose é simples, quando feito logo no início da doença. Contudo, os casos graves, geralmente, requerem internação hospitalar ou cirurgia. Ademais, a fundação Oswaldo Cruz está investindo em pesquisas para uma vacina contra a esquistossomose. Assista à reportagem sobre os resultados da primeira triagem desta inovação.

Vacina contra esquistossomose

Esquistossomose: tratamento da doença do caramujo

Remédio para esquistossomose

A Organização Mundial da Saúde recomenda alguns medicamentos para a esquistossomose e, dentre alguns, o praziquantel (40 mg/kg) é o mais indicado no Brasil. Estudos comprovam que uma dose única já resolve o problema; uma dose baixa poderia incorrer em riscos de não erradicação do verme e uma dose alta poderia, além de incorrer em riscos, não trazer maiores benefícios.

Outro remédio para esquistossomose, também usado com certa recorrência por diversos médicos é a oxamniquina (40 mg/kg) , assim como o praziquantel, se utilizado com doses baixas pode ter sua eficácia diminuída e, se em doses altas, pode incorrer em riscos à saúde sem maiores benefícios.

No caso de uma doença crônica de esquistossomose, talvez a internação com possível cirugia se faça necessária para a remoção do verme platelminto do corpo do enfermo, o que acarreta numa série de outros riscos, incluindo infecção hospitalar. Por isso, é sempre bom se previnir, evitando nadar em rios ou corrégos poluídos, em que as chances de se infectar com esquistossomose, por meio do caramujo transmissor do verme platelminto, são mais elevadas.

Prevenção da esquistossomose

Como o platelminto da esquistossomose está relacionado à problemas de cunho sócio-políticos, como pouca ou nenhuma infraestrutura educaional e de saneamento básico, uma das melhores formas de previnir o contágio de esquistossomose é melhorando estes fatores, com uma economia mais aberta, que permita maior geração de emprego, mas também com seriedade na gestão do dinheiro público, tanto pelo próprio executivo, quanto pelos vereadores, que deveriam fiscalizar o uso dos recursos. Ademais, é preciso punir exemplarmente os que praticam os chamados crimes de colarinho branco.

A profilaxia da equistossomose, ou prevenção da esquistossomose, é, portanto, feita de acordo com algumas orientações são elas:

  • implementação de saneamento básico
  • implementação dos chamados pinicões, que tratam o esgoto antes de despejá-los de volta à natureza
  • investimento em educação básica
  • maior abertura econômica, que não privilegie poucas empresas através de orgãos como o BNDES, mas que proviliegiem a concorrência, sempre com as devidas regulamentações para se evitar abusos, gerando, assim, mais empregos de forma dinâmica e contínua

Ciclo de Vida do Schistosoma mansoni, o verme platelminto do caramujo

No caso da esquistossomose, ou doença do caramujo, o homem é a hospedeiro absoluto, isto é, onde o verme irá morar, sendo o caramujo, o hospedeiro intermediário.

O ovo é encontrado nas fezes dos seres humanos, já os miracídios, nos caramujos. Estes são cilindricos, têm cílios, glândulas adesivas e penetração, e podem originar até 300 mil cercárias. Os miracídios saem do ovo quando em contato com a água, onde infectam caramujos e geram mais cercárias, até encontrarem um ser humano onde, indectando-o, poderão chegar a forma chamada adulta.