Anomia Social. Coerção Social. Teoria de Emile Durkheim. Sociologia

Controle Social: Anomia e Coerção

O que é Anomia Social?

O vídeo em destaque pretende ser uma breve aula sobre anomia social, termo cunhado por Emile Durkhein, considerado o pai da sociologia, em 1897, e muito utilizado, ainda hoje, para explicar diversos comportamentos humanos que os atordoam e lhes dão conforto, dentre eles o suicídio e a estrutura social, respectivamente.

Anomia significa a ausência de “nomia”, ou seja, de norma, de regras. Esse termo é usado para retratar fatos em que o indivíduo está diante de uma situação na qual não encontra regras que balizem seu comportamento, sentindo-se, por isso, emocionalmente perdido frente a uma situação caótica. Esse sentimento é comum aos seres humanos porque este procura pautar suas ações em regras coletivas impostas pela própria sociedade, não de maneira direta, mas por meio de traições e comportamentos que são tidos como padrões. Na falta destes, uma total liberdade, pode acarretar, para muitas pessoas, segundo Durkhein, num atordoamento quase imobilizante.

Controle Social: Anomia e Coerção

Essa situação, na qual o indivíduo perde o sentimento de participação comunitária, de acordo com a teoria da Anomia Social, pode levá-lo ao suicídio. Durkhein defendia que uma situação de anomia pode ser causada devido a uma mudança brusca nas relações sociais. Por isso, esse sociólogo alemão via revoltas sociais com um olhar de desconfiança, pois as considerava como abaladoras de um caminho que poderia ser pacífico, rumo a uma evolução sem grandes anomias, ou seja, sem grandes perturbações nas regras de comportamento que pacificavam o homem fazendo-o sentir parte de um bem maior, dando-lhe objetivo de vida e prevenindo-o de suicidar.

Exemplos de anomia social para Durkhein

Há diversas situações que podem ser consideradas como exemplos de anomia social, ou seja, de desorganização da comunidade na qual o indivíduo se insere, são elas:

  • falta de consciência coletiva
  • luta de classes ou surgimento de novas
  • falta de identidade social
  • descontentamento mundial

Durkhein considerava que uma sociedade em estado de anomia social, poderia ser considerada doente, vítima de uma patologia, podendo ser diagnosticada por meio da observação de instituições enfraquecidas, quebra de valores tradicionais, condições miseráveis ou marginalização de algumas parcelas da sociedade. Quando a anomia se faz presente, há a violação dos indivíduos sobre as normas de conduta social, expressa-se crise.

Em vista de tudo o que foi falado sobre a teoria de Durkhein, pode parecer paradoxo, contudo, para ele, o crime não era anômico, não representava uma quebra das normas vigentes, pois simboliza uma função social, que indicava a falta de consiência coletiva como real causadora do problema, ou seja, a anomia em si.

Coesão Social

Coesão social são fundamentos comuns da ordem social mantidos em sociedades diversas. Essa sociedade é represetada por laços que unem os indivíduos dentro da sociedade e entre si. Esses laços que mantêm a coesão social são pautados em:

  • valores sociais
  • costumes
  • regras ed conduta
  • dogmas
  • valores religiosos

Os indivíduos assimilam esses valores sociais, hábitos ou costumes, adaptam-se a socialização e garantem a existência da sociedade, a coesão ou harmonia social e, por fim, a continuidade da comunidade na qual se encaixa. Um grande exemplo de coesão social, no âmbito internacional, é a União Européia, que analisa questões globais, nas áreas social, econômica e territorial, dentro de um regulamento comum.

Consciência Coletiva

A consciência coletiva, para Durkhein, é entendida como uma força motriz, exercida, coletivamente, sobre o indivíduo, adequando-o na conformidade para com as normas sociais. Essas regras que podem ser interpretadas como a tradição moral e cultural de um povo, independem da singularidade do indivíduo, pois já se fazem presente desde antes do nascimento deste.

As crenças e sentimentos comuns à media da população, praticamente, formam uma entidade que é exterior ao próprio indivíduo e se retroalimenta deste, ao mesmo tempo em que exerce uma força coercitiva sobre seus membros desde o nascimento, controlando-o por meio de pressão moral e psicológica, ditando o seu comportamento. Essa consciência coletiva é reforçada por meio de instituições formais, como escolas infantis, que ensinam crianças comportamentos comunitários, desde à vestimenta à alimentação.

Coerção Social

A coerção social de Durkhein, tem caráter impostivo, decorre de uma força externa que acomete o indivíduo, mesmo contra sua vontade. Ela tem função de exercer limites, estruturar a vida humana e suas ações, levando-o a agir de certo modo “sob pressão”, mesmo que esse não perceba, pois certas regras já estão incutivas em seu comportamento devido a convivência comunitária que abriga uma consciência coletiva, conforme já visto.

Caso o indivíduo não seja coagido a agir de certo modo, por meio da consciência coletiva, repressão e sançÕes punitivas se farão valer. Contudo, usualmente, leis, sistemas educacionais, códigos de conduta e moral, já são o suficiente para garantirem que não haja anomia social que demande maior nível de coerção que não seja àquele já imposto por meio da consciência coletiva. Portanto, podemos concluir que a coerção social constituí-se como um instumento de submissão do indivíduo à sociedade.

Animação sobre a teoria de Durkhein

Veja esta animação sobra a teoria de Durkhein que procura ressaltar, de modo lúdico, diversos aspectos abordados em aula, como a anomia social, a consciência coletiva e a coerção social. Através dessa apresentação em desenho é possível reconhecer diversos hábitos sociais que reafirmam o que foi estudado, proporcinando uma reflexão acerca do tema.